Holocausto chacina carnificina O crime organizado entrou em choque com a polícia Granada fuzil munição expansiva Bala dum-dum não poupa o coração da vítima Fogo cruzado inocente assassinado Mulheres e crianças entre os baleados Ninguém sabe quem são os culpados Bandido polícia inquérito encerrado A mente criminosa é homicida O ódio a domina e não valoriza a vida Alguns tem farda e se escondem no quartel Representam a lei com seu instinto cruel Sobem o morro com intuito de matar Se um alvo se mexer uma mãe vai lamentar Em contrapartida truta lá vai um louco Todo tatuado frio e criminoso De Glock na cinta e sangue no olho Com elemento estranho do seu lado De pele branca e cabelo arrepiado Ele tem pique de playboy mas é vagabundo nato Entra no carro e sai na missão O alvo escolhido é uma linda mansão Cena do loco terror na invasão Vai, vai, vai, vai pro chão todo mundo Quero o dinheiro e nenhuma reação A criança chora e a mãe se desespera O vagabundo mata os dois se joga pra favela Entra no beco se esconde na viela Bola um baseado e o remorso já era No mundo que o ódio está no poder A vida luta pra sobreviver A vida luta pra sobreviver Entre o amor o ódio a miséria e o poder A vida luta pra sobreviver Entre o amor o ódio a miséria e o poder No carro ou no asfalto driblando o perigo Correndo atrás de pipa lá vai o menino Oferece as costas pra bala perdida Ignora a morte ele brinca com a vida Roda peão faz rima e joga bola Até parece que é blindada sua alma Ele brinca com ladrão cumprimenta os policia Anda em cima do muro tipo equilibrista A inocência irmão não tem maldade Seu coração é puro não habita crueldade Seu mundo é diferente da nossa realidade Anjo de luz nascido no gueto A manjedoura da miséria e do sofrimento Mensageiro da paz que nos traz esperança De olhar sincero a mais pura criança Quer saber por que tem um corpo no chão Coberto por jornal tem sangue multidão Quer entender a razão da lágrima E o que a morte resolve ele fala Qual a origem da violência E o que justifica tantas mortes sangrentas Lixo e barraco esgoto e mal cheiro Porque tem ser humano vivendo num chiqueiro Ninguém sabe o que responder Mas a vida ensinará o que é preciso saber Mais cedo mais tarde ela vai compreender Que no mundo em que o ódio tá no poder meu truta A vida luta pra sobreviver Entre o amor o ódio a miséria e o poder A vida luta pra sobreviver Entre o amor o ódio a miséria e o poder Também sou filho de Deus falou o bandido Tenho Jesus no coração e na PT dezesseis tiros Me escuta o pai nosso que estás nos céus Não permita que a justiça condene esse réu Santificado seja o teu nome Proteja a minha vida enquanto eu tô no corre Venha o teu reino e a tua vontade Dai-me ouro prata luxo e liberdade Tudo que quero é o pão de cada dia Cachimbo crack maconha e cocaína Perdoe as minhas dividas e os meus devedores Mas se eu trombar pode encomendar as flores E não me deixe cair em tentação Eu não posso pipocar no dia da missão Livra-me do mal e os meus truta também Agora e na hora da morte amém Sorriu ironizou escarneceu o bandido Quem é criminoso não pode ser filho O crime é maldito aos olhos do Deus vivo Lobo ou ovelha aí quem você é Filho do capeta ou de Jesus de Nazaré Pertence ao parque dos monstros ou ao rebanho de Cristo Você quem decide o seu próprio destino Minha intenção não é ofender Mas a mente criminosa é capaz de compreender A verdade liberta e libertará você Nesse mundo em que o ódio tá no poder truta A vida luta pra sobreviver Entre o amor o ódio a miséria e o poder A vida luta pra sobreviver Entre o amor o ódio a miséria e o poder