Esperto não é quem dá ordem, é quem dá as cartas Descansado não é quem dorme, é quem acorda e caça Quando desespero abraça, tu fica ou tu corre? Dá o sangue e mete marcha ou espere e morre? Ódio no olhar, mas tem calma no rosto Só quem usou pólvora vai saber qual é o gosto Vi sorrisos falsos, instantâneo igual miojo Arma destravada, no chão só sobrou estojo Pronto pra guerra, a vida continua Venci meus medos, os forcei a ficar no passado Não quero deixar isso tocar no que eu tô construindo E nem sentir que não mereço o que me foi dado Meu mano, agora já são trinta e ainda tô lutando Me destruindo pra depois tentar reconstruir É que já faz uns vinte anos que eu sangro rimando E não conheço outro jeito de deixar o mal ir Eu me tranco no estúdio, vou vomitar tudo No meio da guerra procurando paz Hoje já não me iludo, foda-se esse mundo Todos os heróis tem os mesmos finais Mas também não quero ser o vilão Sei como as coisas são, só sigo o coração Acho que ele tem seus porquês Então preferi a solidão, fazer com as minhas mãos Meu mano, tu tem que ter a mente armada Ser letal mano, eu nem falei de quadrada Tu já sentiu que tua alma tá quebrada? Tenhas os próprios meios pra sobreviver (Pra sobreviver) Cara fechada, sou real mano Eu não vivo de fachada Nem tô buscando uma linha de chegada Ainda tô aprendendo a saber viver (A saber viver) Dos quinze aos vinte, minha inocência foi embora Dos vinte aos vinte e cinco, grana, mulher, jguei fora Vinte cinco a trinta, aprendi que o homem também chora E ainda assim tem que seguir, ou a vida te devora Lutando cansado, mentalmente exausto Carregando o mundo como Atlas, passo a passo A maldição de tentar ser homem de aço Na solidão, entre o sucesso e o fracasso Mas não sou vilão, sei como as coisas são Só sigo o coração, acho que ele tem seus porquês Então preferi a solidão, fazer com as próprias mãos Meu mano, tu tem que ter a mente armada Ser letal mano, eu nem falei de quadrada Tu já sentiu que tua alma tá quebrada? Tenha os próprios meios pra sobreviver (Pra sobreviver) Cara fechada, sou real mano Eu não vivo de fachada Nem tô buscando marinha de chegada Ainda tô aprendendo a saber viver (A saber viver)