Olhos por todas as voltas Que conseguem olhar o meu coração Vendo todas as falhas e meus pecados Não entendo, como aceitam o meu perdão (meu perdão) Procurando ser bom nisso No fundo sendo um lixo Ignorando até mesmo os meus próprios amigos Preso na minha mente Nunca fui um bom amigo Talvez tenha a sorte de ser um falso prodígio Como um falso prodígio Talvez não tenha pensado Que meu corpo estaria flutuando no espaço Depois de tudo isso, nem tive um abraço Eles perguntam, por que se desgasta a alma? Do que adianta se na morte ninguém vai contigo Vivendo preso em falsos delírios Que te fazem pensar, se ainda está vivo Vivendo a cada dia, não se iluda com isso Fragmentos de memórias não saem do meu pensamento Tinha até pensado em te pedir perdão, mas não dá tempo Em câmera lenta, feridas se curam lento Vejo minha vida se passar como um vento Barco transborda Até quem sabe nadar se afoga Aproveita por que a vida passa e não tem volta Não confie demais nessa corda, ela se solta Como falso prodígio Ainda pensam nisso Que mesmo na morte querem me dar ouvidos Sabem por todos que nunca fui querido E se fosse pra morrer ninguém ia notar isso Se cobrar demais é meu pecado dizer isso Tentar aprovação e sempre cair no limbo Todos querem perdão, mas não é de coração Mesmo se os anjos apontarem, não vou enxergar minha mão Procurando ser bom nisso Ser bom nisso Ignorando até mesmo meus próprios amigos Procurando ser bom nisso Ser bom nisso Tenha a sorte de ser um falso prodígio