O espírito é gerado do fluído De quem está no mesmo eterno moído A vida é só uma farsa mítica A luxúria é palco da química Queixa de qualquer alma maldita Beijo e sinto o cheiro lúbrico Sobe o gás do ar carbônico Teu olhar de brilho pudico Guarda o segredo do desejo rubro Essa bofetada no infinito Na vida, nosso grande delito Resultado terrível do gozo Hálito de Deus solto no lodo O amor é a fumaça infernal Mais um imperativo carnal Leio meus próprios íntimos versos Gestados em um vaso infecto Exibem muito pouco intelecto Além do simples rigor erecto E do inútil publicar tardio Desse monólogo sombrio Beijo e sinto o cheiro lúbrico Sobe o gás do ar carbônico Teu olhar de brilho pudico Guarda o segredo do desejo rubro