Achou, valei e se fez no encontro das águas Matou o rei, que lhe cortava a garganta Que lhe deixava imunda Que lhe vestia de dores e nada Partiu, correu e fingiu ser a bela donzela No trem das seis, vestida de dor e saudade Na terra deixou sua memória O mundo sedento aguarda sua estreia Parou de cidade em vagão Do circo às vielas sem patrão Da renda de suas pernas fez a profissão Levava no traço a fuga e o não Esta morena não tem pronde ir Em brasa, calada, seu corpo há de parir Calou, sentiu que suas rezas não cumprem promessas Matou, sorriu, seu corpo entregue ao mundo Seu sangue perdoa sua vida Seus olhos se inundam do adeus da despedida