O Sol já nasceu, mas a janela está fechada O café esfriou, a garganta está apertada O monitor ligado, a câmera espiando Meu coração na bota, a prova tá chegando A cadeira de escritório virou sela de montaria Nessa lida moderna, a tal da EAD É a boiada do conhecimento, e eu sou o peão sem guia Tentando lançar a nota, antes que o tempo dê a ré Ô, provinha online, que laço apertado Mais difícil que domar potro chucro no cercado Aqui não tem cola no chapéu, nem ajuda do compadre Só o Google do meu lado, e o relógio que tá que arde É a lida do clique, no sertão digital Se a conexão cair, o prejuízo é fatal O Enter tá pesado, igual saco de milho Cada questão que aparece, é um novo empecilho O cronômetro correndo, mais rápido que comitiva Minha mente tá em branco, a resposta não vem viva A sanfona da ansiedade tá tocando um dobrado E o mouse na minha mão, parece que tá cansado Olho pro lado, pro outro, pra ver se o fiscal me vê Mas é só o meu reflexo, querendo desaparecer Ô, provinha online, que laço apertado Mais difícil que domar potro chucro no cercado Aqui não tem cola no chapéu, nem ajuda do compadre Só o Google do meu lado, e o relógio que tá que arde É a lida do clique, no sertão digital Se a conexão cair, o prejuízo é fatal Se a internet falhar, como é que eu explico pro coronel? Que a resposta tava na ponta da língua, mas subiu pro céu O sistema travou, a tela congelou Meu futuro de peão moderno, o vento levou Ô, provinha online, que laço apertado Mais difícil que domar potro chucro no cercado Aqui não tem cola no chapéu, nem ajuda do compadre Só o Google do meu lado, e o relógio que tá que arde É a lida do clique, no sertão digital Se a conexão cair, o prejuízo é fatal