Eu me lembro do primeiro dia Em que ouvi Tua voz Meu coração queimava em brasa Quando aceitei Teu nome, Jesus Minha alma se alegrava em Ti Eu Te buscava com sede no altar Cada louvor era entrega Era oferta pra Te adorar Mas o tempo passou, me distraí Desejei coisas que não vinham de Ti Sem perceber, de Ti eu me perdi O mundo falou alto, e eu fraca, caí Promessas bonitas, vazias no fim Fui deixando de orar, deixei de Te buscar Me tornei rebelde, já não obedecia Teu altar já não era prioridade Mesmo cantando, o louvor era vazio Mãos levantadas, mas longe de Ti Dentro da igreja, perdida por dentro Tão perto do templo, distante de Ti Mas mesmo assim Tu não soltou minha mão Teu amor me achou na escuridão Suja, sozinha, ferida por dentro Ainda assim, Teu olhar me encontrou Sou a dracma que se perdeu Mas nunca perdeu valor pra Deus Sou a ovelha que se afastou E o Bom Pastor nunca abandonou Fui pro mundo, fui filha infiel Conhecia a Palavra, mas longe do céu Sorrisos disfarçados, louvores sem adorar Vivendo de aparência, sem Te escutar Conhece a Palavra, sabe até pregar Mas distante do fogo do altar Perdida na rotina, nos prazeres daqui Faltou a essência, faltou Teu amor em mim Mas Tu acendeste a luz pra me achar Procuraste na casa até me encontrar O Pastor deixou noventa e nove ali E foi ao deserto só por mim Me achou ferida, abatida e sem voz Me tomou nos braços e me trouxe pro lar Sou o filho rebelde que foi embora pra longe Se feriu, se machucou, Com saudades do pai, desejou voltar Pai, pequei contra o céu e contra Ti Já não sou digno de ser chamado teu filho Perdão Senhor Pra Tua presença eu quero voltar O céu faz festa, eu posso sentir Porque hoje eu volto pra Ti Sou a dracma, sou a ovelha, Pai Mesmo longe, nunca perdi valor pra Ti Recebe meu pranto, minha oração Recebe, Pai, meu coração E se eu cair, vem me encontrar Não desista de mim, Senhor Se eu sair, se eu me afastar Se o mundo tentar me levar de Ti Pai, por favor, não desista Não desista de mim