Há dias em que o peito sangra E a alma implora pra parar Como um vaso que despenca, se estilhaça ao se quebrar É quando o chão foge dos pés E eu penso que não vou resistir Mas mesmo no silêncio e dor eu escolho Te seguir O Sol demora, e a noite grita Mas eu permaneço aqui No fio de fé que resta, eu insisto em Te sentir Se a lágrima for alimento Eu como pra prosseguir Pois até cansado e frágil meu coração quer Te ouvir E mesmo sem som, sei que estás comigo Mesmo sem luz, sei que és meu abrigo Se tudo desabar, eu fico em Ti Se o vento balançar, eu não vou cair És o Deus que me levanta quando eu não posso andar Se a esperança for pequena, Tu farás brotar Se minha voz se calar, meu silêncio vai Te adorar Sou só pó, mas sou Teu e posso recomeçar Eu já senti o céu calado Já caminhei sem direção Mas Tua mão invisível segurou meu coração E quando tudo era cinza Tua promessa era cor No breu da madrugada me alcançou Teu amor Tu fazes do pó, nova vida nascer Do vaso quebrado renascer o viver A dor vira chão onde os sonhos florescem Teu sopro levanta aqueles que não te esquecem Tu fazes do pó, nova vida nascer Tu fazes do pó, nova vida nascer Se tudo desabar, eu fico em Ti Se o vento balançar, eu não vou cair Quando eu não puder, Tu me faz levantar O deserto é terreno onde a chuva vai chegar Se o futuro for silêncio, Tua voz vai chamar Sou só pó, mas sou Teu e isso faz recomeçar Eu sou pó, mas sou Teu E isso basta pra eu viver