Dama do coração negro, negro como a noite! Ó, obscura senhora, Mãe-Aranha! Rainha dos abismos além das tumbas Sangra meus inimigos por onde eu andar Na escuridão profunda de obsidiana! Lolth, guia minha adaga ao coração do puro – que ele sangre! Forte é tua mão, frio é teu coração! Dama de olhos que não dormem, consagramos a ti Nas profundezas que espreitam abaixo do coração da terra! Ó Crepúsculo que engole a noite infinita Teus olhos vigiam o palácio sem luz Nas cavernas onde o vento murmura mentiras Vemos tua teia prateada armada em silêncio! Ó Lolth, Soberana da Noite sem fim! Ainda lembramos – nós, as filhas do vazio A sabedoria de tua crueldade, a doçura do veneno Sob os salões eternos do palácio de obsidiana!