Na vastidão do pampa Em meio à tranquilidade O Reino de Castela e Aragão Mandou matar liberdade Invadiram padres jesuítas Com cruz e papel na mão Mostrar o caminho certo Uma tal civilização Falaram de outro Tupã Do castigo e do perdão Ergueram muros e altares Ao guarani restou servidão Sete povos resistiram Sete vozes no vendaval Sete armas, todas do mal Sete nomes sacrossantos Sete cantos, sete prantos Sodos um grito ancestral Na redução se fez arte Música, reza e madeira A canção dos sete povos Ecoava na terra inteira Mas vieram os bandeirantes Com espada, pólvora e dor O que era templo e esperança Virou só cinza e clamor E o sangue do Guarani Regou o chão missioneiro Onde o ouro nunca brilhou Foi casa do desespero E de todo esse povo antigo Misturado à nova etnia Nasceu o gaúcho amigo Que se conhece hoje em dia E na Guerra das Laranjas Entre Portugal e Espanha No mapa, um novo traçado A fronteira gaúcha ganha Foi Maneco e Borges do Canto Homens de alma guerreira Os castelhanos tocaram por diante Nos sete povos fincaram A nossa bandeira Sete povos resistiram Sete vozes no vendaval Sete armas, todas do mal Sete nomes sacrossantos Sete cantos, sete prantos Todos um grito ancestral