Em meio ao antigo casario central O céu azul, a chuva cai, o Sol a brilhar Devagar, vamos desvendar essa capital Já foi tupi-guarani, hoje um grande oceano De imigrantes poloneses, japoneses, italianos E, procurando bem, até brasileiro tem É preciso lembrar o tresloucado poeta Se o Rio é o mar, Curitiba é o Bar Em Curitiba, me perco em distrações No mesmo dia, as quatro estações Em Curitiba, um mar de diversões Em cada bar, em todos os balcões É preciso ter alma de peregrino Para bater ponto em todo o lugar Começar no Alemão com submarino No Tubas, no Maneco, a tarde alongar No Bar Palácio, Old Friends no Pudim E depois do Zézitos, o conselho é parar Mas tem ainda o Kapelle e o Bife Sujo O Saul e o Cardoso, não pode faltar! Em Curitiba, me perco em distrações No mesmo dia, são tantas direções Em Curitiba, um mar de sensações Em cada lugar, em todas atrações É noite alta, o vampiro foi dormir Mas ainda falta, é preciso insistir No Porão de Noel, lá em Vila Izabel Dar uma olhada no Lido, no aluguel E no Gato Preto, o Iglesias, que escarcéu! Essa cidade é assim, vai tentar todos agradar Tem escola de samba, com até dois bamba Que no carnaval vai desfilar no grupo principal Em Curitiba, me perco em distrações No mesmo dia, são muitas tradições Em Curitiba, um mar de tentações Em cada canto, em todas ocasiões E ainda há tantas coisas na cidade Um inventário de boatos, lendas e fatos O Baile do Pato, o gato Bóris quem vai ver? Uma moeda ou um beijo? Gilda, o que vai ser? Feirinha do Largo, capivara por todo lugar Tira casaco, põe casaco, os bets pode largar A Boca Maldita, benzer o carro é sorte Há quem goste, há quem desgoste Dessa cidade feita para os fortes!