Uma milonga cheia de rima Que todo gaúcho reanima Uma milonga que nos redima Que no verso nos aproxima A vida parece mui diferente No pampa pra toda gente Que abençoada se sente Pela beleza no sul existente Devagar a vida tudo traça A felicidade, a desgraça Sempre em frente, tudo passa O gaúcho não fracassa O mate quente companheiro Espantando o frio pampeiro O cavalo que foi caborteiro Hoje manso e mui parceiro Uma milonga cheia de rima Que todo gaúcho reanima Uma milonga que nos redima Que no verso nos ensina O cusco sempre atento No campo o sustento A costela o fogo lento Do gaúcho o testamento A guerrilha farroupilha Está cravada na coxilha O gaúcho não se humilha Provocado, a adaga brilha A história cobrou seu preço Foi peleia desde o começo Quando lembro algum tropeço Entristeço e não sei, se o pampa mereço E quando chegar o final Livrai-nos de todo o mal Queremos a coragem ancestral E um gaiteiro no funeral Uma milonga cheia de rima Que todo gaúcho estima Uma milonga que nos redima Que no verso nos reanima