Eu brasileiro, eu! Euroafroíndio, euroafroíndio, euroafroíndio, eu! Eu sou da água do coco Do toco do pindoba Da goga que sobra do caxinguelê Mistura de raça, graça na postura Jogo de cintura, jeito de viver Eu brasileiro eu! Euroafroíndio, euroafroíndio, euroafroíndio, eu! Brasileiro De brancos ponteios de viola De negros tambores de Angola Pele morena, cocar de pena Pena de arara, cara de índio Minha cara! Cara de nego maluco Mucungo é suco de cana Mucama é dama africana Cachaça, cana caiu! Quem descobriu o Brasil Não foi eu, nem você nem Cabral Quem levou o pau-Brasil Não foi eu nem você, ninguém viu! Eu brasileiro eu! Euroafroíndio, euroafroíndio, euroafroíndio, eu! Brasileiro Negro é raça Preto é cor Quanta graça, quanta dor Nos olhos de minha mãe Lembranças de meu avô Meu avô que era banto, era preto Minha avó, uma preta outra branca Minha alma mestiça hoje canta Minha canção mestiça nação Miscigenação! Meu avô veio nas caravelas Minha avó num navio negreiro Num terreiro um sinhô gostou dela Da senzala sai brasileiro