Na tal de querência a saudade se afirma As sombras se apagam e o Sol é maior A vida se abranda é tambeira brasina E apoja a esperança de um mundo melhor O tempo galopa fugindo da ausência Batendo um cincerro de sonho e de paz A mágoa se adoça na tal de querência E o vento é uma bênção que o pago nos traz O laço é um abraço de tantos anseios Que abranda em rodilhas a fome que tem No céu A beira clareando os rodeios Talvez outra estrela guiando a Belém Na tal de querência o canto do galo Encontro a distância tão perto e assim Dou rumo das casa de volta ao cavalo E acordo os caminhos que nascem de mim O gado fazendo um presépio campeiro Rumina o silêncio da noite afinal E o pago descansar na paz dos porteiros A espera de Cristo pra outro Natal Na tal de querência campeia a ternura Os homens se chegam pra perto dos seus E Eu no meu rancho em meio a lonjura Me sinto por certo mais perto de Deus