[Intro] Em B7 Em B7 Am G B7 Em
B7 Em
Querência, rincão querido, do bochincho e do fandango
B7 Em
Da boleadeira e do mango, da coxilha e da canhada
B7 Em
Querência verde orvalhada dos ventos que se adelgaçam
E7 Am G B7 Em
Repetindo quando passam, já fui tudo e não sou nada!
[Interlúdio] Em B7 Em
B7 Em
Rincão de flor colorada no topete das morenas
B7 Em
Do tilintar das chilenas e do umbu triste, sozinho
B7 Em
D'onde o bem te vi do ninho, nas alvoradas serenas
E7 Am G B7 Em
Desfiam, sem fim de penas, na evocação de um carinho
[Interlúdio] Em B7 Em B7 Am G B7 Em
B7 Em
Querência do cusco amigo, nobre e guapo companheiro
B7 Em
Do balcão do bolicheiro, da China linda e do trago
B7 Em
Do paysano que anda vago, sem parador nem querência
E7 Am G B7 Em
E vai curtindo na ausência recuerdos de algum afago
[Interlúdio] Em B7 Em
B7 Em
Querência do mate amargo sevado em fogão tropeiro
B7 Em
Do redomão caborteiro que, num upa, corcoveia
B7 Em
Da cruz carcomida e feia entre moitas de erva rala
E7 Am G B7 Em
Que tristemente assinala vestígios de uma peleia
[Interlúdio] Em B7 Em B7 Am G B7 Em
B7 Em
Querência do carreteiro, sempre a cruzar ao tranquito
B7 Em
Na sina de andar solito junto à carreta que passa
B7 Em
Como duende que esvoaça levando para o infinito
E7 Am G B7 Em
O fardo santo e bendito dos atavismos da raça
[Interlúdio] Em B7 Em
B7 Em
Querência da gaita véia que, pacholeando, se espalha
B7 Em
Do velho rancho de palha abandonado ao rigor
B7 Em
Do pavilhão tricolor que foi sinal da batalha
E7 Am G B7 Em
E, hoje, serve de mortalha do gaúcho peleador
[Final] Em B7 Am G B7 Em