Raio de Sol que escapuliu pela janela E me beijou os olhos com alegria As folhinhas de hortelã perfumando a viela E encantando a alvorada com folia A beleza na delicadeza Das penas, cristais e macramês Os vitrais colorês Formando prosaicos mosaicos De vertigem e degradê Ergo os olhos sob o horizonte E enxergo os mistérios que a mata encobre O olhar do falcão, a magia do lince Que dormem na, na morada do Sol Na morada do Sol Carrego no bolso a lua minguante Fina e elegante Versando uma paixão ardente Em noite gélida e galante Pois pra quem nunca teve nada O pouco é muito E o amor é mito, e o amor é mito Pois pra quem nunca teve nada O pouco é muito E o amor é mito, e o amor é mito Raio de Sol que escapuliu pela janela E me beijou os olhos com alegria As folhinhas de hortelã perfumando a viela E encantando a alvorada com folia