Pele fria Veias expostas Revelia Poucas respostas Nublado alvorecer Singelas propostas Sombrio cair da noite Nosso amor descendo a encosta Entre alvos lírios E rendas negras Tecemos delírios E esculturas gregas Paixão que entrelaça Como finas malhas Razão da graça Que unirá nossas mortalhas Corvos e buganvílias Já sacramentaram Nosso laço eterno Aos deuses consagraram Tua tez clara É translúcido licor Intenso e paradoxal Açucarado amargor Bela e intrincada Como a catedral de Praga Complexidade ímpar Um vinho com sangue de chagas Vampiresca austeridade Baila com seu sorriso Espontânea autoridade Que me inspira romantismo Cintilamos ardentemente Como supernovas Nos dramas dos astros Somos as trovas Cisnes e gansos Performam em homenagem À nossa causa À nossa imagem Os ciclos lunares Proclamam nossa união Fundidos Somos o último bastião Nosso amor é forte Como os fundamentos da Terra E vasto Até onde o firmamento se encerra Necessito compulsivamente Da tu’alma junto à minha Sou teu durante toda trilha Que nunca termina