Lápis e caneta na mão Esperando a canção que não quer chegar em mim A um querer tão incerto, de querer estar por perto Mas com medo de me achar A caneta já não serve mais Não quero escrever o que você não pode ouvir A borracha até apagou, um terço do amor Nas linhas verdes diante de mim Não queria te dizer, mas o medo de perder Parece até com meu grafite Que de tanto escrever Começou a encolher Quando com raiva eu joguei no chão Então quero que você refaça as pontas do meu coração Depois cola direitinho ao seu com carinho E não deixa desgrudar mais não No compasso o mundo gira, e a vida feito régua traçou retas para mim Escolhi umas e outras, mas na múltipla escolha A escolha certa é assim É como uma aquarela Colorindo o céu e a terra Pincela e beija meu amor sem fim