Lembra daquela casa bem arrumada Um cheiro de mata ao olhar Lembro da tia Danda Da minha mãe Vânia Do meu pai Mário a brincar Da espreguiçadeira na terça-feira De Lua cheia chegar E todo aquele encanto daquele canto Me traz um brilho no olhar Meu coração se enche de esperança De um dia poder voltar Pra aquela terrinha Chamar de minha Minha família encontrar Os meus avós se foram Mas tive tempo de acompanhar Sou mais feliz agora Não vejo a hora De enfim poder retornar Comer aquele doce Fazer farinha E na fazenda brincar Lembrar dos velho tempos De todos juntos Da felicidade brotar Sei que não é de sangue Mas precisando meu sangue irei derramar Eles são minha Rocha Minha família E sempre irei me lembrar Todos os ensinamentos Daquele tempo Até o tempo que me restar Sou tão feliz e grata Pois minha alma aprendeu enfim a amar Com todo aquele povo Que desde sempre Me ensinou a caminhar