Até hoje procuramos decifrar Entender ou até mesmo não ligar Influenciados por um mundo artificial Pelos meios que manipulam o real Vamos libertar nossas origens Resgatar o que ainda existe Mas na rotina tudo se perde E a dor na esquina sempre insiste Talvez sair à noite seja fuga Mas em cada esquina o medo se acumula Olhares vazios, almas perdidas Sobrevivendo entre falsas saídas Vidas inúteis! E a culpa é de quem? De quem causa a turbulência E depois finge que não vê Vidas inúteis! E a culpa é de quem? Num sistema que corrompe E mantém Tudo refém Nos corredores do senado Chefões engravatados Decidem o destino de um povo Mas jogam o jogo errado Mentes vazias, sem direção Sustentadas na ilusão Reflexo de um país desleal Que já perdeu a noção Porque até hoje se vê no jornal Que quem julga também faz igual Quebram regras, distorcem verdades E vendem mentiras como liberdade Vidas inúteis! E a culpa é de quem? De quem fecha os olhos Pra tudo que convém Vidas inúteis! E a culpa é de quem? Quando a corda arrebenta Sempre pro lado mais fraco também Tome cuidado, procure se informar O conhecimento é a arma pra lutar Não se cale, não se venda, não se perca na pressão Quem controla a informação domina a população Vidas inúteis! E a culpa é de quem? Se o silêncio alimenta Tudo aquilo que convém Vidas inúteis! Não dá pra esperar A mudança começa agora Está na hora de lutar Vidas inúteis Será que ainda podem mudar?