Efeito manada, quando tudo desmorona O que te sobra é puxar o pino da granada Quem dera isso fosse o que livrasse da emboscada Olhei pros lados e como sempre Quem fica depois que a cachaça acaba? Os amigos de verdade te seguram no parapeito da sacada Cuidado com quem anda, não tem nada que te cure No seu pior dia de ressaca Parece engraçado, mas quando se vai de arrasta Mesmo sendo largado, o que te vestem é terno e gravata Fazendo rap pra esquecer da dor que me mata Agora que comecei só vou parar quando meu som tocar você E fazer sair do quarto escuro Parar de dividir as dúvidas com as baratas Não tive pai, não sou herdeiro Não dessa terra que jaz do maligno Muitas vezes eu mesmo sou meu inimigo íntimo Tirar foto é o que te retrata Quando percebi, entendi que o meu Pai Era dono do ouro e da prata Obrigado Deus, mesmo sendo feliz Percebo que não sou mais eu Axé e Amém aos meus No culto e nas encruzilhadas, Laroyê Que vida ingrata, não aquela que você leva Talvez a que almeja Mesmo sendo o melhor na assistência Não consigo reconhecer Se é só crise de ansiedade ou abstinência Já perdi alguns manos nessa vida Que lutaram desde sempre pela sua sobrevivência Que seus sonhos sejam renovados Mas que pra realizá-los, mesmo que demore, tenha paciência Tenho andado sozinho porque em bando só tive crise de existência Diretamente das vozes dos meus pensamentos, eu já bolei o plano Tomei de assalto a casa, o carro e o apartamento É doutor, sou o pesadelo daquela sua falta de experiência Seus filhos ouvindo Mano Sal Quem diria que eu ia virar sua referência