Da minha mão direita A verdade imperfeita de quem sou Minha mãe me aceita Devagar se deita em minha dor Nasci da luta que me deu o nome dela Sobrevivemos à um parto sem cautela Ela sou eu e eu também sou um pouco ela Numa ciranda que já nasce da sequela Somos forjados pela fome e pela sede de existir Como quem sabe que viver é logo ali Não há limite pro que o corpo descobrir Só o desejo poderá me definir Viver exige resiliência Eis a essência do que me resta E nessa festa da aparência Tenho ciência do que presta e o que não presta Meu braço, curto feito a vida Embaraça tudo o que é ferida E abraça a alma comovida Que não se rende na partida!