Eles riam da gente na praça Olha lá Aqueles dois Armadura toda rasgada Coração batendo depois Mão na mão Olho aceso Cabelo colorido Suor O estranho era só um começo Um jeito sincero de ser quem eu sou Se o mundo aponta o dedo A gente ergue a canção Ninguém nasceu espelho Pra caber em padrão Somos o grito dos estranhos O legado nos seus planos Rock correndo nas veias De quem nunca se ajoelha Deixa fluir Deixa sair Todo o fogo que há em ti Quando o medo for tamanho Lembra: És filha dos estranhos Riram da nossa batalha Chamaram de drama De dor Mas cada passo na falha Virava bandeira e valor No aço da espada cansada Marcas de riso e de tombo O simples brilhava na lama Tão puro Tão claro Tão pronto Se o mundo fecha a porta A gente derruba o portão Ser diferente conforta Quando se escolhe a direção Eles caíram por último Mas não caíram em vão Cada arranhão no meu peito É mapa pra nova geração Morrer pra deixar O grito ecoar Nunca calar Nunca calar Quando o sangue tocou a terra De longe se ouviu o som Mil garotos levantando Descobrindo que é bom