Não trago nas mãos nenhum troféu Não tenho palavras pra impressionar o céu O que eu tenho é um cansaço das minhas próprias vontades E uma fome que só tua presença sacia de verdade Eu cansei de carregar o que não é teu Vim devolver o trono que nunca foi meu Silencia o ruído das minhas ansiedades Apaga as luzes das minhas vaidades Eu não quero ser visto, eu quero te ver Leva-me além da superfície, onde o eu se perde Mergulha minha alma onde tua glória ferve Não quero o que tu tens, eu quero quem tu és Ouro e milagres eu deixo aos teus pés Eu vim pra ser consumido por tua santidade Até que em mim só reste a tua verdade Molda o barro, quebra o vaso se preciso for Prefiro a ferida que cura, do que o alívio sem o teu amor Não é sobre o que eu faço, é sobre quem me faz Em meio à tempestade, tua voz é a minha paz Não tenho pressa de sair daqui Não tenho outro lugar pra ir Se tua presença não for comigo Eu não dou um passo, eu não sigo Fica aqui, fica aqui Menos de mim, mais de ti Apenas te servir