De manhã, no templo, a multidão a ouvir Jesus ensinava, a verdade a fluir Mas no meio da paz, o barulho chegou Escribas e fariseus, a lei se invocou Arrastaram a mulher, jogaram-na ao centro Com o medo no olhar, o peso do tormento Mestre, eles disseram: Esta foi pega em flagrante Moisés mandou a pedra, o que dizes, viajante? Queriam armar laço, queriam acusar Pois a pena de morte, Ele não podia ignorar Mas Jesus se inclinou, na terra escreveu (o que era?) O silêncio gritou, o tempo parou, o céu se abriu E a voz que ecoou, quebrou toda a maldade Quem de vós não tiver pecado, atire a primeira pedra na cidade! Com o dedo na areia, o juiz se calou Talvez pecados antigos a lembrança voltou Os mais velhos primeiro, a consciência a falar Um a um se afastaram, sem poder julgar O som dos chinelos, na poeira a sumir Só ficaram Jesus e aquela mulher a tremir A poeira baixou, o Sol iluminou A culpa e a vergonha que o olhar carregou Jesus se levanta, o Mestre em toda glória E começa um novo capítulo na história E Jesus se inclinou, na terra escreveu (o que era?) O silêncio gritou, o tempo parou, o céu se abriu E a voz que ecoou, quebrou toda a maldade Quem de vós não tiver pecado, atire a primeira pedra na cidade! Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou? Ninguém, Senhor, a voz quase falhou Nem eu te condeno, a graça te alcança agora O teu caminho é novo, começa uma nova aurora Vai e não peques mais, o amor te liberta O perdão te consome, a porta está aberta Vai e não peques mais A misericórdia venceu a acusação Vai e não peques mais O amor de Jesus é a nossa salvação