Gaiola bonita Não faz o canário cantar Nem mesmo a inhuma Consegue a voz impostar O que tem bonito Nesse canto aflito De um passarinho a cantarolar Certa vez, moço loiro Veio de fora estudar Era branco, herdeiro Queria um registro levar Viu inhuma cantando Sua voz marcando Garganta de ouro estava a mostrar Então, moço loiro A inhuma veio assuntar E levar aos colegas Também pudessem olhar Mas o doutor trancou Inhuma chorou Seu canto foi preso naquele lugar Engastaiou Engastaiou Encarcerou A voz do meu amor Engastaiou Engastaiou Mas mesmo assim Seu canto enfim não desafinou