Ainda era noite Quando ele saiu pra pescar Santiago a remar Sozinho Com seu barquinho Na imensidão azul Sob o Sol, e o vento Que soprava do sul O azul da água se encontrava Com o azul do céu espetacular Onde uma grande nuvem pairava Sobre ondas e espumas do mar Santiago na sombra do seu chapéu Esperava um peixe bom, talvez um xaréu Um peixe lutador E lhe restituísse a fama De pescador O tempo passando e nada de peixe afinal E Santiago implorou um sinal E finalmente, ele sentiu um puxão Um bem grande lá na escuridão A linha queimou sua mão Santiago sorriu pensando em sua sorte E começou a batalha pelo mais forte O peixe lutou e subiu Santiago puxou e quase caiu Quando o mar finalmente se abriu Um peixe enorme saltou no ar! Santiago não podia acreditar Ah, Santiago a lutar Mas para o fundo o peixe voltou a nadar Paciente, Santiago esperou Durante dias ele segurou Aquela linha, o barquinho puxou Nas duas pontas da linha dois corações Lutando pela vida em fortes puxões Na noite no mar Santiago a pescar Sonhou com leões que viu do costado Na costa da África, no passado Na noite a luta marinha Santiago dorme segurando a linha Esperando que alguma coisa mude E se lembrou sonhando Dos tempos da juventude Então o peixe numa queda de braço Quase venceu Santiago pelo cansaço Mas o pescador não aceitava o fracasso Quando a luta finalmente chegou ao fim Santiago tinha abatido o Marlin Era um peixe colossal! E Santiago amarrou o peixe na lateral Tomado pela exaustão o velho Santiago, redimido do azar Voltou para terra a remar Energizado e exultante Já podia ver o espanto da vila Com sua bravura adiante Ao lhe verem chegar com a criatura gigante (Gigante)