Quase toda vez que os meus olhos encontram outros olhos Eles quicam para longe Assim como uma bola de borracha daquelas de máquina Quando é jogada com força no chão Eu preciso segurar alguma mão nessa escuridão Pois pareço não enxergar a fenda que interrompe o chão Salto como um gato e pouso como um cão Por que tudo que é seguro insiste em mudar? A maré sobe, desce e me arrasta e eu não sei nadar Eu fico esperando pelo dia em que o tempo vai parar Pra poder deitar minha cabeça sempre no mesmo lugar Oh, oh Minha mente é tagarela A cantoria dela as vezes bota até meu corpo pra dançar Mesmo que eu não levante um dedo o dia inteiro Eu me sinto exausta de tanto pensar Tenho medo de não conseguir prever o que está por vir Tento improvisar Imprevistos sempre me fazem chorar Porque eu olho em volta e só vejo o mar Eu olho em volta e só vejo o mar Por que tudo que é seguro insiste em mudar? A maré sobe, desce e me arrasta e eu não sei nadar Eu fico esperando pelo dia em que o tempo vai parar Pra poder deitar minha cabeça sempre no mesmo lugar Por que tudo que é seguro insiste em mudar? A maré sobe, desce e me arrasta e eu não sei nadar Já vivi o bastante pra saber que o tempo nunca vai parar Então me deito na poesia quando quero descansar