Entusiasmo incontrolável que cresce Como se fosse trepadeira Enriquecendo o solo infértil Devorando impiedosa uma fazenda inteira Se manifesta na forma De movimento O meu corpo sacode Como as folhas no vento E as vezes escapa e Da minha boca Eu falo e falo e falo e falo Até ficar rouca Meu corpo é a estrutura de um museu De tudo que eu já amei E eu vivo aqui dentro Por isso eu não te escutei Eu giro em torno de interesses Eu conto tudo que eu sei (Porque é tudo que eu sei) Mas restaram só paredes Me escutando e eu chorei De vez em quando outro universo Domina a minha mente Como uma praga Que bagunça o ecossistema E se torna um problema Eu não penso em mais nada A vida real se torna uma inconveniência Um plano de fundo Uma coexistência E como eu não ligo pra o que é tátil Me interno no fundo desse Meu mundo portátil Meu corpo é a estrutura de um museu De tudo que eu já amei E eu vivo aqui dentro Por isso eu não te escutei Eu giro em torno de interesses Eu conto tudo que eu sei (Porque é tudo que eu sei) Mas restaram só paredes Me escutando e eu chorei