Que ousadia dos meus dedos O seu corpo percorrer Fingindo guardar segredos Já cansado de saber Rotas em que se aventuram Minhas mãos fingem que esquecem E no seu corpo procuram Caminhos que já conhecem Deixa a luz acesa, querida Que atitude estranha a tua Porque não te ver despida Se há pouco eu te tive nua Se os momentos são bisonhos Que o amor decifra e traduz São os pedaços de sonhos Que nos invadem de luz Meu coração não te esquece Refém de estranhas rotinas Ah, se a manhã te trouxesse Quando eu abrisse as cortinas