De fazer versos e versos Meu caminho é meu lugar Por soltar prantos que planto Peregrino meu cantar Minha voz, o meu sustento Meus nervos fora ilusão Nas cordas braço e guitarra Nas garras da inspiração Essa dor semente De sangrar arados Engole a gente Com olhar marcado Esse andar errante Esse lar sem chão Se fez mais distante Adiante ao coração Será que nós, além de nós Iremos longe? Tropeando em tentos Onde a vida se alonga A esfera dos dias Das quatro estações Sonhando ser vento Milonga e razão