Nem tudo que cê ouve, de fato houve Nem sempre quem sorriu, de fato riu Balas de fuzil ao longo do corredor Um deserto, uma montanha e um sonhador O tempo é um rio, sem refil, meta é ficar rico, fio Longe desse caos Perto do teu cais, menos é paz Só não é o mesmo tesão de anos atrás O sistema afoga aquele que não tem uma meta Nas ruas, postura não é só coluna reta Morre um morador, nasce um novo poeta Nem sempre onde tem droga é uma festa Vi pela fresta, infelizmente Pessoas temporárias fazem danos permanentes A rua segue quente, morô? Mas se tornou frequente a visita dessa dor Mas não, não vai, não vai Roubar minha paz Roubar minha paz Tava no lugar certo, mas não na hora certa Ninguém se deu ao luxo, era questão de conversa Correria e grito e o povo com pressa Mas o metrô travou É saber estar aos cacos e não machucar ninguém Ela falou antes de se jogar num trem 3 anos que eu não durmo bem Não entendo mais nada, mas amém No meio da tempestade, meu vulgo é hurricane Não posso ficar preso nesse eterno vai e vem Se eu não fizer, então diz quem Não escrevi mais nada, mas amém