Vinte e oito de outubro de dois mil e vinte e cinco Mais de cento e vinte mortos na favela do rio Pra uns, chacina Pra outros, faxina E pra você? Na favela é complicado, o clima tá tenso Moleque cresce cedo, já aprende o que é veneno Bala perdida, mãe chora, desespero Vida que se perde, futuro vira enterro É tiro, porrada Violência na esquina Sirenes na madrugada Cena tão repetida O sistema falha Não protege nossa vida E o povo se pergunta: Cadê a saída? Cidade maravilhosa, mas não é pra todo mundo Sangue pelo chão: Lágrimas a cada segundo Queremos paz, mas só vemos guerra Um corpo no chão, mais uma vida se encerra (Ei!) Cadê a paz que prometeram aqui? (Ei!) Todo dia é medo, é guerra, é desespero A bala canta alto, no Rio de Janeiro Queremos viver, não só sobreviver! (Ei!) Cadê a paz que prometeram aqui? (Ei!) Todo dia é medo, é guerra, é desespero A bala canta alto, no Rio de Janeiro Queremos viver, não só sobreviver! Polícia sobe o morro, troca tiro com o crime Mas quem sofre é o povo, nas mãos desse regime É toque de recolher: Na viela o cortejo Mais um inocente que se vai sem desejo Governo fecha os olhos, finge que não vê Promessas de campanha, que só se vê na TV A realidade é dura, o morro é resistência Lutando todo dia, pela sobrevivência (Ei!) Cadê a paz que prometeram aqui? (Ei!) Todo dia é medo, é guerra, é desespero A bala canta alto, no Rio de Janeiro Queremos viver, não só sobreviver! Enquanto houver desigualdade, a guerra vai continuar Mas o povo do Rio não vai parar de lutar Queremos paz, justiça e dignidade! Esse é nosso grito de, liberdade! (Ei!) Cadê a paz que prometeram aqui? (Ei!) Todo dia é medo, é guerra, é desespero A bala canta alto, no Rio de Janeiro Queremos viver, não só sobreviver! (Ei!) Cadê a paz que prometeram aqui? (Ei!) Todo dia é medo, é guerra, é desespero A bala canta alto, no Rio de Janeiro Queremos viver, não só sobreviver! Essa musica fala do rio, mas infelizmente é a realidade de todo Brasil! E tu já sabe Essa é mais uma do islaibe!