Yeah, yeah Direto do quadradão, sem curva no trajeto Mente Cria na voz, sem papo reto Eu vim da terra onde o céu toca o chão Onde cada quebrada tem sua própria missão No Plano Piloto, as luzes refletem Mas na quebrada, os moleque sobrevivem sem cheque Vila Telebrasília, no peito a resistência Contra tudo e todos, nossa existência Conexão de ideias, rima energética Vila Cultural Cobra Coral no compasso Poesia na rua, arte em cada espaço Deck Sul, vibe leve, brisa vem do Lago Mas a favela sabe que o corre é amargo Papo de rua, sem clichê na batida Quem nunca viu a luta não entende a vida É Brasília no verso, é o som da cidade Cada quadra tem história, cada rima é verdade Do Guará até Ceilândia, todo mundo se liga Mente Cria na voz, sentimento que brilha Na Ceilândia, resistência tá no peito Taguatinga segue firme, sem receio Samambaia Sul, a fé nunca se apaga Sonho grande, mas o mundo quer que a gente caia Sobradinho, Paranoá, Riacho Fundo Asfalto quente, no meio de um plano profundo Gama e Recanto, quem corre tá no jogo Se a vida é um incêndio, nós viramos o fogo Lago Norte, Lago Sul, duas faces da moeda Onde uns vivem bem, outros lutam por moeda Mas a favela é forte, não se curva à miséria O destino é traçado na base da entrega É Brasília no verso, é o som da cidade Cada quadra tem história, cada rima é verdade Do Guará até Ceilândia, todo mundo se liga Mente Cria na voz, sentimento que brilha Do Cruzeiro ao Núcleo Bandeirante, o bonde tá fechado Samambaia na mente, sempre preparado Bicicleta na W3, cena de filme A cidade é moderna, mas a luta é de crime Se o corre é pesado, a visão é blindada Brasília é quadrada, mas nós quebra as travada O sonho não morre, mesmo quando tá tenso Porque no fim das contas, só vence quem tem senso E se perguntar quem sou, já manda avisar Mente Cria, filho do cerrado, pronto pra rimar Das ruas pro topo, sem medo de errar O DF é minha casa, eu nasci pra brilhar! Yeah, yeah Direto do quadradão, sem curva no trajeto Mente Cria na voz, sem papo reto Mente Cria na voz, sem papo reto Do Guará até Ceilândia, todo mundo se liga Na Ceilândia, resistência tá no peito Taguatinga segue firme, sem receio Samambaia Sul, a fé nunca se apaga Sonho grande, mas o mundo quer que a gente caia Sobradinho, Paranoá, Riacho Fundo Asfalto quente, no meio de um plano profundo Gama e Recanto, quem corre tá no jogo Se a vida é um incêndio, nós viramos o fogo Lago Norte, Lago Sul, duas faces da moeda Onde uns vivem bem, outros lutam por moeda Mas a favela é forte, não se curva à miséria O destino é traçado na base da entrega Do Cruzeiro ao Núcleo Bandeirante, o bonde tá fechado Samambaia na mente, sempre preparado Bicicleta na W3, cena de filme A cidade é moderna, mas a luta é de crime Se o corre é pesado, a visão é blindada Brasília Quadrada