Salgada esperança Posta para secar As entranhas pra fora Embaladas nos cantos Da cruel inocência Para ser proposital Exigiria muito treino e precisão Mas a incisão que fizeste em minha alma Veio calma e causou frustração hemorrágica Lenhador distraído Sem machado ou madeira Não sei mais distinguir Entre a presa e a teia Minha atitude enérgica Diante de tua presença e expressão Se findou, afogando-se em teus afagos Apertados, desonestos, ensaiados num tom ártico As entranhas pra fora Embaladas nos cantos Da cruel inocência Posta para secar Vem salgada a esperança Lenhador decidido Sou machado em madeira Eu sou água do mar Em teu castelo de areia