Enquanto as maritacas Berravam escandalosas Na fiação da rua As pombas bebericavam A poça na calçada E a centrífuga Zunia barulhenta Num canto da sala Uma das cobaias Na gaiola, refletia Sobre a importância Da manutenção Da doença Para fins lucrativos Pois as medidas Preventivas Ou mesmo as curas Não eram nada rentáveis Para os acionistas E no final das contas Como o crescimento Do PIB, não influenciaria Em nada, a qualidade De vida dos mais pobres E com o sistema Público de saúde Há muito colapsado Pela corrupção (Lembre-se dos corruptos) (E não se esqueça) (Dos corruptores) (Pois estes vem primeiro) Falta de investimento E total desprezo Pela vida O Estado Mínimo De Direitos, precisaria Continuar injetando Dinheiro do povo Na iniciativa privada Para que a mão invisível Do mercado seguisse Enfiada no cu dos Trilhardários Para que os sanguessugas Corporativos, nas reuniões Apocalípticas de negócios Do último andar (Acostumados) (A se safar) Pudessem se fartar Nos canapés recheados Com as calamidades Da população Resumindo Era sempre mais barato Morrer