Voltando pra minha terra, eu renasci Nos anos que fiquei distante, acho que morri Morri de saudade dos pais, irmãos e companheiros Que ao cair da tarde, no velho terreiro A gente cantava as mais lindas canções Viola afinada e, na voz, dueto perfeito Longe eu não cantava, doía meu peito Na cidade grande, só tive ilusões Mas voltei, mas voltei, eu voltei E ao passar a porteira, a mata e o perfume Eu fui escoltado pelos vaga-lumes Pois era uma linda noite de luar Mas chorei, mas chorei, eu chorei Ao ver meus pais, meus irmãos vindo ao meu encontro A felicidade misturou o meu pranto Com o orvalho da noite desse meu lugar Uma coisinha insignificante Mas pra quem ama é tão importante Um simples retrato, tipo três por quatro Na minha carteira Ali guardado, com meus documentos É a razão de tanto sofrimento De dor e angústia, me torturando Em noites inteiras Até que um dia, estava alucinado Cheguei em casa desesperado Cego de amor, louco de saudade Me tranquei no quarto Fui revirando meus documentos E no desespero daquele momento Sem perceber rasguei o seu retrato Meu bem, agora é maior a minha agonia Não tenho você, nem a fotografia Mas tudo o que olho me lembra você Amor, você vive mesmo dentro de mim Por mais que eu queria em tudo por um fim Não vou conseguir jamais te esquecer Não vejo a hora de acabar o dia E pra você poder voltar Cair no aconchego dos seus braços Corpo, alma, me entregar Sentir a emoção de ser amado Ser bem-vindo em sua vida Curtir essa paixão incontrolável Quando o amor é a saída Na semi-luz Encosto o meu peito nu sobre os seios seus Desfruto o sabor do amor que há nos lábios meus Amo você Na semi-luz Encosto o meu peito nu sobre os seios seus Desfruto o sabor do amor que há nos lábios meus Amo você Já estou pressentindo A dor da separação Eu estou pressentindo A minha desilusão Se isso acontecer Sei que morrerei de dor Porque não suporto a vida, querido Sem o teu amor Ai, ai, ai Lá lá rá lá rá lai, ai, ai