Huambo, meu Huambo Terra onde a beleza passa como cheiro de comida boa no ar Da Caála ao Bailundo encontro damas com magia Garina firme, passo doce, sorriso que ilumina o dia No mercado do Benfica, mboa com charme no olhar Pano na cintura, graça pura, difícil de não reparar No Alto Yaama, na Calomanda ou no São João Cada dama tem um sabor que mexe no coração Doce como lombí, quente como pirão a fumegar E fresca como kissangua fria num dia de calor no ar Quando ela dança, o corpo dela vira canção A tarraxinha mistura com o semba no chão É cultura, é raiz, é o que o Huambo sempre tem Uma dama assim ninguém larga, não cai dessa, ninguém Damas do Huambo, aiê Garinas lindas que fazem sonhar Mboas do planalto, ya, ya Beleza rara como quitutes da terra no jantar Da Tchiyaka ao Mungo vejo charme na tradição Garina que sabe amar, criada com coração No Catchiungo é doçura, na Ecunha é tentação No Kamaxilo o corpo dança semba com força e emoção Beleza delas é tipo mesa posta no interior Tem sabor, tem força, tem perfume, tem amor Lombí pra adoçar, pirão pra aquecer Kissangua pra refrescar, quitutes que só o Huambo sabe fazer Damas do Huambo, aiê Vocês pintam o céu com o vosso andar Mboas do planalto, ya, ya Beleza que é da terra, e ninguém consegue imitar Damas do Huambo, aiê Garinas lindas que fazem sonhar Mboas do planalto, ya, ya Beleza rara como quitutes da terra no jantar