Oh Entre o palácio, e o deserto Entre o medo, e o eis-me aqui Nasceu sob decreto de morte Salvo nas águas do nilo Num cesto entregue ao invisível Guardado pelo Deus do destino Príncipe dentro do palácio Hebreu no coração Entre dois mundos crescia Com identidade em tensão Tentou libertar com força O que era obra do chamado Feriu, fugiu pro deserto Pensou que estava acabado Entre o palácio e o deserto Deus forma o coração Esvazia príncipes feridos Pra levantar libertação Oh, eu sou é quem envia Não é força, é presença Quem tira as sandálias Aprende a viver dependência Sarça ardendo no silêncio Voz que chama pelo nome Medo preso na garganta Mas promessa que consome Voltou não como príncipe Mas como enviado do céu Levantou o simples cajado E o mar obedeceu Libertar é milagre Transformar é processo Entre murmuração e glória Ele permanecia em acesso Falava face a face Intercedia na dor Carregava um povo imaturo Mas sustentado pelo Senhor Entre o palácio e o deserto Entre a ira e o perdão Nem sempre entra na promessa Quem conduz a multidão Mas fiel até o fim Mesmo vendo de longe Quem ardeu na presença Já viveu o que responde Oh Tira as sandálias E diz Eis-me aqui