Antes de nascer, já era promessa Antes de respirar, já era propósito Oh, Sansão Veio ao mundo como resposta Ao clamor de um povo em dor Filho da promessa improvável Separado pro Senhor Cabelo intocado Vida consagrada Mas ser escolhido não apaga A luta da alma inquietada Ele tinha força nas mãos Mas guerra no coração Entre o chamado e o desejo Vivendo em tensão Não é sobre força Não é sobre poder É sobre o que acontece Quando eu me afasto de Você Dons sem disciplina Viraram prisão Sansão me ensina Que eu preciso de redenção Rasgava leões como papel Derrubava portões no chão Mas sua maior batalha Era dentro do coração Dalila não foi só paixão Foi sua vulnerabilidade Ele brincou com o sagrado Negociou a santidade Pensou que era invencível Que podia controlar Mas quem flerta com o abismo Uma hora vai cair lá Não é sobre músculos É consagração Orgulho cega antes De arrancarem nossa visão Dons sem disciplina Viram destruição Sansão me ensina Que ainda existe redenção Cego, humilhado Girando o moinho da dor Mas no silêncio da vergonha Ele voltou-se ao Senhor Não pediu glória Não pediu posição Só uma última chance Pra cumprir sua missão Enquanto houver fôlego Ainda há perdão A maior das forças É se render na prisão Não é vencer mil homens É reconhecer Que sem Deus na essência Eu deixo de ser Sem Deus eu sou o quê? Fragilidade! Sem Deus eu sou o quê? Fragilidade! Mas com Ele, há redenção!