Em abril de 85 o Brasil entristeceu Tancredo de Almeida Neves há vinte e um faleceu Quem plantou tanta esperança, sem esperança morreu De repente adoeceu na véspera do grande dia Que havia de tomar posse como o povo pretendia Soprou o vento da morte na luz da democracia 21 o triste dia de mágoas e desesperos Que se ouviu de Tancredo os gemidos derradeiros Deixando eterna saudade nas almas dos brasileiros Quando o líder dos mineiros tombou na hora fatal Se ouviu as notas sonoras do hino nacional Evolvendo os brasileiros numa tristeza geral Em frente ao hospital todo o povo apreensivo Chorava fazia prece devido o grande motivo Esgotando as esperanças de avistar Tancredo vivo A morte monstro nocivo levou quem foi bravo e forte Que passou dias amargos, pelejando contra a morte Mas de ver-lo governado o Brasil não teve sorte Deste tão profundo corte ninguém esquece um minuto Nossa bandeira parece que ainda tem cor de luto E pedimos a Deus que ajude ao seu substituto Só a solidão do luto, tristeza na roupa preta Palavras dos seus discursos, e seu nome em todo planeta São lembranças que não morre na alma de Risoleta São João Del Rei a gaveta que guarda sua memória Morreu por amor a pátria partiu conduzindo a glória Mas os brasileiros justos hão de contar sua história Sua limpa trajetória os seus sentimentos puro Igual ao de Tiradentes no seu final prematuro Serão exemplos de horrás pras gerações do futuro Sofreu este golpe duro da cruel fatalidade Só morre feliz quem morre por amor a liberdade Quando não colhe na terra colhe na eternidade Deus salve a esta trindade de homens inteligentes O Brasil pode esquecer outros nomes diferentes Só não esquece Tancredo Juscelino e Tiradentes