Os filhos da terra caíram de novo Fiz o que era mau, e sorri no espelho Tornei-me juiz das minhas próprias ruínas Rei de um trono feito em ferro e engano Promessas em cinza Um anjo falou, e eu não ouvi Nasça pra ser consagrado Mas consagrei-me a mim Entre colunas frias Ouço o riso dos que zombam O som das correntes arrastando minha fé Deus, me ouça! Me ouça! Me dá força Só mais uma vez! Deus, me ouça! Por favor Me ouça! Me dá força Só mais uma vez! Vi a mulher do vale E com ela perdi o norte Cortei o voto, cortei o laço E dormi nos braços da minha morte Dalila, teus dedos eram lâminas Tua voz, o cântico da queda E quando acordei? O espírito já não estava! Eles me prenderam Eles riram de mim Eles furaram meus olhos! Sabe o que eu farei? Eu matarei todos! Esmagarei todos! Mesmo que eu morra com eles Eu matarei todos! Que eu morra com os filisteus Deus, me ouça! Me ouça! Me dá força Só mais uma vez! No fim Deus cuidava até das minhas cinzas