Confesso
Eu não sou tão bom quanto pareço
As vezes tenho medo do que vejo em mim
Guardo rancores que não entreguei
Cicatriz que insisto em esconder

Orgulho queimando no peito
E eu alimento esse fogo
Mesmo sabendo que me consome
Jesus me chama, deixa a oferta
Vai se reconciliar

E Cada palavra é foco
Preciso deixar meu eu cair para voltar inteiro
Meu peito arde, minha voz se cala
Se fosse eu quem me perdoar
Será que eu teria a força
De lavar os pés de quem me feriram?

Ele sabia mesmo assim me amou
Ele sabia e mesmo assim me serviu
Se abaixo ao pó, Lavou meus pés
Partiu o pão, e no meu olhar transformou minha culpa em perdão

Entre a espada e a toalha, escolho servir
Deixa o direito cair, deixa o orgulho fugir
Meus joelhos tremem, minha voz quase falha
Mas no ato de ceder, a paz me encontra
Quem perdoa sangra, mas o sangue é cura

Quem perdoa quebra correntes que ninguém vê
Silêncio onde tudo desarma, a esperança floresce
Quem perdoa lava preço, purga o próprio peixe
Sangra em silêncio sem perder no rancor

Ele sabia mesmo assim me amou
Ele sabia e mesmo assim me serviu
Se abaixo ao pó, Lavou meus pés
Partiu o pão, e no meu olhar transformou minha culpa em perdão
Será que eu teria coragem de lavar os pés de quem me feriu?
Amar até o fim
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