Ventos trazem flores mortas Levam pontas soltas Superfície: Rocha Roupa esconde a pele roxa Cordas frouxas e revolta Olhos poliglotas Poetas são sonoplastas de uma era silenciosa As costas pesam feito Atlas Novas velhas normas Homens morrem por mentiras, matam pelas notas Vivem cegos pela ira Andam sem ter rota Homens amam as perguntas, odeiam respostas Antigamente eu andava perdido e sozinho Mas pelo menos andava Sinceramente quanto mais eu guardo comigo, mais esse quadro se agrava Tenho fingido que não tenho pressa Mesmo correndo eu me sinto parado Nunca termino nada que eu começo Sempre tropeço no próximo passo Antigamente eu chorava escondido Mas pelo menos chorava Mais machucados do que curativos Menos amigos do que eu esperava Antigamente eu amava o antigo Por isso que eu me odiava Atualmente eu nem sei o que eu sinto O eu do futuro já sente minha falta Antigamente eu era diferente Antigamente eu era divertido Antigamente minha mente me dava o que me confortava não o que eu preciso Antigamente minha clarividência era medo de não fazer nenhum sentido Antigamente eu podia ter sido só mais uma linha num grande tecido Ventos trazem flores mortas Levam pontas soltas Superfície: Rocha Roupa esconde a pele roxa Cordas frouxas e revolta Olhos poliglotas Poetas são sonoplastas de uma era silenciosa As costas pesam feito Atlas Novas velhas normas Homens morrem por mentiras, matam pelas notas Vivem cegos pela ira Andam sem ter rota Homens amam as perguntas, odeiam respostas E por isso eu abandono qualquer ímpeto da história Que me faça aproximar e sentir falta das memórias E no futuro eu vou olhar e sentir falta do agora Mas eu perdi a hora e o tempo não espera eu perceber Que ao menos uma das minhas lamentações, me levará memórias entre as minhas razões E de ontem pra hoje eu deixei que as ambições, entre as confusões Tirassem as certezas das convicções Frequentemente eu ando perdido e sozinho Quando que isso acaba? Sinceramente quanto mais eu guardo comigo, mais esse quadro se agrava Tenho me afogado na minha pressa e há muito tempo ando estagnado Ando tão mal nem ao menos começo Não tenho força pro próximo passo Frequentemente eu choro escondido E o que me sobra são só minhas lágrimas Eu me machuco a medida que vivo E da minha pessoa não esperam nada Frequentemente eu penso no antigo Vejo uma mente quebrada Atualmente eu não sei o que sinto E o eu do futuro já sente minha falta Antigamente eu era diferente Antigamente eu era divertido Antigamente minha mente me dava o que me confortava não o que eu preciso Antigamente minha clarividência era medo de não fazer nenhum sentido Antigamente eu podia ter sido só mais uma linha num grande tecido Ventos trazem flores mortas Levam pontas soltas Superfície: Rocha Roupa esconde a pele roxa Cordas frouxas e revolta Olhos poliglotas Poetas são sonoplastas de uma era silenciosa As costas pesam feito Atlas Novas velhas normas Homens morrem por mentiras, matam pelas notas Vivem cegos pela ira Andam sem ter rota Homens amam as perguntas, odeiam respostas