Quem dera eu fosse a borboleta Que paira em seu jardim Pousando leve, leve sim Asas que procuram pelo abraço Disperso solto no espaço Do que se chama alecrim Que eu plantei, que eu reguei Mas não vi florescer, nem tão pouco exalar O perfume, sei lá Canta passarinho engaiolado Faz de mim o seu impulso Pra no meu céu poder planar Abra suas asas vá adiante Se desnudo o meu peito É pra poder te ver voar E subir, ir de encontro ao meu Sol Mas não se esqueça porém De provar do meu mel Ave desvairada enquadrada No artigo trinta e seis do estatuto que eu criei E que diz pra se afastar de um alguém Quando este não lhe quer bem E não te fez feliz Ave de rapina não se engane Não estou em suas garras, não me chame que eu não vou Acabou, tudo na vida tem fim As marcas que me deixou o tempo já apagou O tempo já apagou