Quem sabe então me dizer o porquê Quem pode então me fazer não lembrar Já que eu não gosto do verbo esquecer Vou refazer, construir, remoldar Trago uma rosa, a mais bela pra dar Vamos parar por aí, o que é que há meu irmão Se o seu Deus é o mesmo que o meu Abra seus olhos e veja o que é seu Não, não entendo pra que destruir Pare pra pensar, pare para amar, construir Dê sua mão para quem estiver Distante ou perto daquela mulher Que trás no ventre um novo ser Quem é você pra poder lhe tirar Todo direito de querer criar Haja o que houver não se esqueça jamais Solidão Um mundo negro, gelado, ferido Uma terra que outrora sorriu Uma criança que um dia correu Pelos campos, pelas várzeas Nas montanhas e nos vales Já partiu, não vem mais Fugiu