Um ar pesado dentro de mim Como uma correnteza que vai me puxando pro fundo desse lugar Onde as janelas se fecham, sem vento e sem movimento E é nesse momento que o mundo parece não precisar mais de mim Carrego um fantasma sem nome Com seus sussurros que nunca silenciam As areias do tempo se desfazem em minhas mãos Escorrendo sem direção Vai ficando quieto demais Sem tormentas e também sem pa Um deserto que não consigo atravessar Nos abismos silenciosos, eu me perco Sem forças para voltar, sem forças pra lutar Nesses espelhos quebrados do meu ser Nesse mar sem ondas de gritos sem voz É só essa força que me afunda E me acorrenta entre tantos nós Caminho entre sombras Que chamam meu nome Sem som e sem nada a dizer É um horizonte que some no escuro Onde esqueço quem sou, quem fui E por um momento Perco a razão de viver Nos abismos silenciosos, eu me perco Sem forças para voltar, sem forças pra lutar Nesses espelhos quebrados do meu ser Nesse mar sem ondas de gritos sem voz É só essa força que me afunda E me acorrenta entre tantos nós Se houvesse uma chama escondida Um fio de luz para me guiar Talvez eu pudesse acordar do sono profundo Dessas noites sem fim Dessa dor que sequer pertence a mim Nos abismos silenciosos, eu me perco Sem forças para voltar, sem forças pra lutar Nesses espelhos quebrados do meu ser Nesse mar sem ondas de gritos sem voz É só essa força que me afunda E me acorrenta entre tantos nós