Respira mas o ar é veneno Sinto o peso de quem finge ser pleno Teu sorriso é lâmina disfarçada Tua fé tem preço e foi comprada Enquanto o fraco se ajoelha em vão Te alimentas da própria devoção Teus beijos roubam o que resta em mim Prometes luz, mas é o meu fim Teu toque é frio, mas me atrai Tua sombra sempre volta, e nunca sai Sanguessuga, bebes da minha dor Teu banquete é o meu amor No altar do ego, és rei sem coroa Mas tua glória é mentira que ecoa Teus olhos brilham como ouro falso E cada passo teu é um embaraço Rouba a chama de quem quer crer E se diz santo, mas quer poder Teus beijos roubam o que resta em mim Prometes luz, mas é o meu fim Teu toque é frio, mas me atrai Tua sombra sempre volta, e nunca sai Sanguessuga, bebes da minha dor Teu banquete é o meu amor No altar do ego, és rei sem coroa Mas tua glória é mentira que ecoa E quando a noite enfim desabar Quem vai lembrar do teu olhar? Quem vai te ouvir, se o grito calar Quando o sangue secar no altar? Sanguessuga, teu império ruiu Tua máscara enfim caiu O que restou foi só o vazio E a tua sede que nunca fugiu Respira mas o ar é veneno Teu silêncio agora é o teu terreno