Busco por esclarecimentos e certezas Mas só chegam vazias palavras, sem respostas Rosto em pranto, sem esconder a verdade que dissimulem Do sentimento do (in) certo que essa vida não é minha Solidões refletivas, de cortes e cicatrizes Lícitos líquidos que acalmam e matam aos poucos, autopunição Manhãs entorpecidas e noites de insônia Abraço do abismo, onde a luz não chega O futuro incerto, (eu vejo que) para mim não há Poeira da vida ainda cobre todos os meus sonhos Onde estou soterrado, meus gritos morrem na distância Tente entender e veja através Dos olhos esmorecidos Escute os gritos, levados pelos ventos soturnos É um fluxo de negação sem lembranças