Dentro do meu mundo, no meu submundo Em meu memorial, lembrei de você Algo tão profundo, lugar obscuro Aqui não tem julgo, só vim te escrever Dentro do meu mundo, no meu submundo Em meu memorial, lembrei de você Algo tão profundo, lugar obscuro Aqui não tem julgo, só vim te escrever Juro até tento te escrever, muito No luto eu busco te descrever no fundo Eu lembro daquele lugar escuro Com muito, barulho quem tava ali era você Eu estava chorando lembro disso Tinha outra pessoa bem ou mal ali comigo Eu como sempre bem aflito Hoje consigo entender porque sou frio e até muito sensível É entendível, sua forma cruel de viver O que você plantou não sei, não posso julgar você Cada um colhe o que planta, e outros colhem sem plantar A vida é injusta, eu sei, por isso não posso te culpar Onde você esteja espero que possa se curar De sua vida indigna, injusta e sem amar A sua pele escura brilhava na luz da lua Mas o ímã dos bares te puxavam com mais bravura O orgulho não te deixou a pedir uma ajuda Um sentimento mal cuidado, a verdade mais pura Nessas ruas de SP não existe carinho, o ú Homem sem nenhum suporte acabará sozinho E no caminho a mulher então nem se fala O sofrimento em dobro, até em casa Na rua, acaba no meio da vala O vício pode derrubar sim uma casa Eu sinto muito, pela sua triste jornada A saúde mental precisa, sim, ser bem cuidada Senão acaba assim, atormentada, desamparada Seus Amigos, eles não te levaram pra casa Os vínculos que teve não ajudaram em nada O vício que tu teve não saciou sua alma Seu jeito agressivo, não te deixou mais calma A vida nessa terra, se torna uma farsa Se não tiver vontade, tudo vira uma brasa O ciclo que perdemos, não foi por sua causa Pois não se sinta culpada, hoje estou bem em casa Dentro do meu mundo, no meu submundo Em meu memorial, lembrei de você Algo tão profundo, lugar obscuro Aqui não tem julgo, só vim te escrever Dentro do meu mundo, no meu submundo Em meu memorial, lembrei de você Algo tão profundo, lugar obscuro Aqui não te julgo só vim te escrever